Presidente da Argentina, Javier MileiAFP

O governo argentino, liderado por Javier Milei, acusou nesta sexta-feira (3) o premier da Espanha, Pedro Sánchez, de levar “pobreza e morte” para a sua população e de conduzir o país à dissolução, ao repudiar as declarações de um ministro de Madri que o acusou de "ingerir substâncias".
“Sánchez colocou em risco a classe média com suas políticas socialistas que trazem apenas pobreza e morte”, publicou a presidência argentina na rede social X, acusando Sánchez de ter "colocado em risco a união do reino, fazendo pactos com separatistas e levando à dissolução de Espanha", referindo-se ao acordo político entre o Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE) e partidos separatistas bascos e catalães para formar um governo em 2023.
A presidência argentina também acusou Sánchez de “ter problemas mais importantes para resolver, como as acusações de corrupção que recaem sobre sua mulher”, investigada por tráfico de influência e corrupção.
As acusações do governo de extrema direita de Milei foram uma resposta a um comentário feito pelo ministro dos Transportes da Espanha, Oscar Puente, que disse em palestra organizada pelo PSOE: “Vi Milei na TV (...) quando ele saiu, não sei em que estado e antes ou depois da ingestão de que substâncias (...) eu disse: 'É impossível ele vencer as eleições'".
“Existem pessoas muito ruins que, sendo elas mesmas, chegaram ao topo”, acrescentou Puente, citando como exemplos Milei e o ex-presidente norte-americano Donald Trump.
Milei viajará daqui a duas semanas à Espanha, onde vai participar, assim como em 2022, de um evento organizado pelo partido opositor de extrema direita Vox.